Próxima geração das GPUs da Nvidia pode permitir mais de 2 teraflops numa única placa
Tudo porque a Nvidia, além de aumentar o clock dos processadores das placas, abaixaria as frequências dos shaders – também conhecidos como núcleos CUDA. A grosso modo, CUDA é uma plataforma de computação paralela, que permite ganhos de desempenho a partir da computação paralela. Em resumo, no mundo das placas Nvidia, quanto mais cores, shaders ou nódulos CUDA numa placa, melhor.
Atualmente, eles funcionam com velocidades que são maiores que o restante da placa. Mas ao que tudo indica, não será mais assim. Pode parecer estranho que, desacelerando os CUDA na nova geração, a Nvidia alcance mais desempenho. Mas isso é possível a por conta do acréscimo de núcleos no chip. Informações vazadas não confirmadas sobre o chip GK104, por exemplo, anunciam que ele contará com 768 cores CUDA – aproximadamente o dobro do que a GTX 580, que oferece 512 CUDAs e bate a casa dos 1.56 teraflop. Flop é uma unidade de medida que quantifica o desempenho de um chip e mede o número de operações matemáticas que ele faz por segundo.
Atingir 2 teraflops significa realizar um total de 2 trilhões de cálculos por segundo. Parece abstrato? Imagine que seu jogo preferido, em um segundo, pode ser traduzido em complexos cálculos que dão a relação de geometria, a física, o comportamento da luz e das partículas, dos pixels e das animações combinadas com a interface gráfica. Quanto mais complexo o jogo, mais cálculos são necessários.
A novidade tende a garantir um salto de desempenho realmente interessante para nova família, sobretudo levando-se em consideração o fato de que o GK104 não deve ser o principal chip das Kepler. Além de dar suporte para uma nova geração de jogos, as placas da Nvidia continuarão comuns nos supercomputadores, que são baseados em clusters de GPUs fazendo pleno uso da computação em paralelo da tecnologia CUDA.
Fonte: http://www.techtudo.com.br
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